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terça-feira, 8 de julho de 2008

Para alegria dos “Maggots”

Eles estão de volta. Depois de um hiato de quatro anos sem um disco de estúdio e três anos após lançarem uma coletânea ao vivo, 2008 marca a volta da banda que é um dos grandes expoentes do metal nos últimos anos, para alegria de seus fãs, carinhosamente conhecidos como “Maggots”, o novo disco promete muita brutalidade, velocidade e batidas grooveadas. Quem são eles?


O segundo semestre de 2008 é a época prevista para a volta de Corey Taylor e seus outros oito companheiros do Slipknot à ativa. Após lançarem seu último disco de estúdio “Vol.3 The subliminal verses” em 2004 e excursionarem por todo o mundo, passando inclusive pelo Brasil, a banda deu um tempo e seus integrantes se dedicaram a projetos paralelos. Três anos se passaram e os músicos se reúnem novamente para o lançamento de seu 4º disco de estúdio, intitulado “All hope is gone”. Com data de lançamento prevista para o dia 25 de agosto, “All hope is gone”, com certeza irá trazer toda a brutalidade da banda de volta e deve apresentar músicas e arranjos mais elaborados, obviamente refletindo o amadurecimento dos integrantes como músicos e também como homens.

Com todo o merchandising e estratégias de marketing que acompanham o Slipknot por toda a carreira, a divulgação do disco tem sido feita de maneira gradativa. Primeiro a banda divulgou algumas fotos de suas novas máscaras, o site da Spinner, recebeu em apenas 24 horas, o incrível número de oito milhões de acessos. Através de seu site oficial, a Banda disponibilizou em streamming a música que dá nome ao disco, “All hope is gonne” você pode escutar Aqui.

Também parte do processo de divulgação, o Slipknot disponibilizou para seus fãs através do site de sua gravadora Roadrunner Records, o primeiro single de trabalho, chamado Psychosocial. Ao ouvir cuidadosamente as duas músicas do próximo disco, eu como fã desde 1999, ano do lançamento do primeiro álbum da banda, pude perceber que a banda continua seguindo uma mesma linha melódica, principalmente com relação à primeira música de trabalho. Psychosocial é uma música forte, pesada, com ritmo cadenciado e refrão melódico, exatamente como os primeiros singles de cada álbum.

1999 – Álbum – Slipknot – Primeiro single – Wait and Bleed
2001 – Álbum – Iowa – Primeiro Single – Left Behind
2003 – Álbum – Vol.3 The Subliminal verses – Primeiro single – Duality
2008 – Álbum – All hope is gone – Primeiro single – Psychosocial

Se você escutar com calma as quatro músicas, irá perceber como elas possuem uma estrutura muito parecida e muito se assemelham nas passagens do pesado para o melódico e dos gritos para o canto limpo. A banda mais uma vez tenta repetir a fórmula de sucesso dos trabalhos anteriores.

TOUR

Antes mesmo do lançamento do novo álbum, o Slipknot cai na estrada novamente, a fim de retomarem o mesmo entrosamento em cima do palco e voltarem à velha forma.


A Rockstar Mayhem Fest, terá as apresentações de Mastodon, Dragon Force, Disturbed que lançou seu novo disco “Indestructible” em maio e estreou bem colocado na parada da Billboard, além dos mascarados do Slipknot fechando os shows. Realmente um festival imperdível.

Eu já tive a oportunidade de assistir a quatro apresentações do Slipknot durante o tempo em que vivi nos Estados Unidos e realmente o poder que eles têm em cima do palco é algo impressionante, a presença de palco de todos os integrantes é contagiante, todos pulam, batem cabeça, lutam entre si e tocam seus instrumentos freneticamente, pra quem curte um som mais pesado, vale a pena conferir. Quer dar uma espiada em uma apresentação deles ao vivo? Assista abaixo.



Portanto, para alegria dos “Maggots”, simpatizantes e curiosos, o Slipknot está de volta e ao que tudo indica com gás total. Assim que o álbum for lançado farei um post sobre as minhas impressões sobre o disco, até lá assista um vídeo com a nova música Psychosocial e as novas máscaras. Grande abraço.


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quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Policia Pop

“Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”, assim começa a música “Polícia” dos Titãs, hit do rock nacional que fez bastante sucesso durante a década de 80. Hoje em dia a polícia que já foi cantada, agora canta, e além de cantar possui até representante, o primeiro super-herói brasileiro, Capitão Nascimento. A policia ficou Pop? Será?

Ok. Imaginemos o Brasil sem polícia........................
Estou tentando e pra falar a verdade nem consigo imaginar, pois direta ou indiretamente, somos sempre dependentes desta que é a uma das instituições públicas mais respeitadas de nosso país e que exatamente pelo fato de ser uma instituição pública possui diversos problemas. Todos nós sabemos, que nossos policiais são sub-valorizados e mal remunerados para em determinados momentos arriscarem suas próprias vidas em prol de seu trabalho. Tal descaso por parte de nossos governantes faz com que policiais insatisfeitos com sua renda, procurem novas alternativas para completar o orçamento familiar, os honestos, fazem bicos como seguranças em restaurantes, casas noturnas, etc... Encarando jornadas de trabalho desumanas, afetando diretamente sua produtividade como policial. E também existem os desonestos, gostaria de pensar que fossem poucos, que trilham o caminho da corrupção, esquemas ilícitos, arregos, abuso de autoridade, entre outras coisas que aliadas ao despreparo técnico, tático e psicológico de algumas corporações, logo nos remetem a música dos Titãs novamente.



“Tropa de Elite”, filme de José Padilha de 2007, tem como tema o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o filme abriu uma série de discussões em todo Brasil, temas como a ineficácia do sistema policial e penal, corrupção, tráfico e tortura, foram exaustivamente debatidos em todos os meios de comunicação, o que por um lado denegriu a imagem de algumas corporações, exaltou a atuação de outras, criando uma auto-estima até então inexistente por parte da polícia, o que ocasionou no nascimento do primeiro super-herói brasileiro, o exterminador de bandidos, o caveira, o chefe dos farda preta, o temível Capitão Nascimento, vide vídeo abaixo:



Ahahahahahahaha, não resisti.

O filme “Tropa de Elite” também levantou uma outra questão, a polícia quer se equiparar aos bandidos. Como? Se eles ganham dinheiro com o tráfico, também ganharemos, se eles são violentos, seremos violentos, se eles torturam, nós torturamos, e o processo de popularização (Pop) da polícia se potencializa ai. Se eles têm filme (Cidade de Deus), também teremos, você acha que as produções cinematográficas acabaram com Tropa de Elite? Errado, vem ai Rota Comando – O filme, com previsão de lançamento para o início do ano que vem, “Rota Comando” vai retratar um pouco da história das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, baseado no livro “Matar ou Morrer” do Capitão Conte Lopes, que hoje é deputado. Informações constam de que mais da metade do batalhão da PM não é a favor do filme, o alto comando da ROTA tem acompanhado de perto as gravações, portanto tenho minhas dúvidas se o filme irá gerar grandes polêmicas, ou servirá apenas como uma espécie de vídeo institucional da Tropa de Elite de São Paulo. O baixo orçamento para a produção gira em torno de R$ 500 mil reais (tropa de Elite custou R$ 10,5 milhões) e o elenco de cerca de 150 pessoas não conta com nenhum ator famoso.

Já não é de hoje que as periferias das grandes cidades encontraram na música a principal forma de se expressarem e denunciarem abusos que acontecem em suas comunidades, abusos estes, muitas vezes cometidos pelos próprios policias. Porém nem só em tom de denúncia vêm as músicas da periferia, bandidos também cantam.



E dando continuidade ao processo de popularização da polícia, se bandido canta, a polícia também canta.



A tentativa de mudança da imagem da polícia é totalmente válida em minha opinião, desde que ela seja feita de forma responsável e sensata. Após o grande sucesso de Tropa de elite, a cabeça dos homens do BOPE valia ouro nos morros do Rio de Janeiro. Ultimamente vídeos de diferentes corporações têm pipocado na internet, cada um expondo o que suas corporações têm de melhor, policiais exibindo seu armamento, expondo suas táticas e até mesmo gravando suas incursões por guetos e morros, uma exposição ao meu ver desnecessária, pois a sociedade precisa de policiais sérios, eficientes e honestos e não atores de cinema. Veja vídeo:



Qual será o intuito desta super exposição? Botar medo em bandido? Encher a sociedade de orgulho? Nossa polícia deveria se equivaler a um árbitro de futebol, onde sua discrição é diretamente proporcional à qualidade do seu trabalho. Enfim, como brasileiro, tenho a obrigação de acreditar na policia de meu país, tenho especial respeito pela PMMG, onde a cada dia percebo o bom trabalho executado nas ruas de Belo Horizonte, por homens cada vez mais bem preparados e sérios e isso eu percebo no dia a dia e não através de RAP de policiais ou vídeos do BOPE, ROTA, ROTAM ou afins.
E você? Confia na nossa policia? Ou acha que como policiais eles são ótimos atores? Saudações a todos. PAZ.

Dica de livro: Rota 66 – Caco Barcellos.


“Se você é esperto então corre ladrão, chegou o tático móvel pra te mandar pra prisão”

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Tuntz....Tuntz....Tuntz....Tuntz....

Reconheceu essa palavra? Ou ela simplesmente se transformou em um som ao lê-la repetidamente? Transformou-se em um som ou em um ritmo? Em ritmo de música eletrônica talvez? Aliás, isso é uma palavra?

Pois é, para muitos esse “som” poderia ser a essência da música eletrônica, tudo provém dele e muitos ao analisarem superficialmente ou mesmo ao ouvirem sem muito prestar atenção, podem pensar que música eletrônica não vai muito além de alguns Tuntz...Tuntz... Ok, vamos pensar por outro lado então, não seria o rock apenas um conjunto de riffs de guitarras distorcidas? Não seria o sertanejo apenas as lamúrias de uma dor de cotovelo? O funk, ritmo feito pra mexer a bunda e falar putaria? Ou o axé, músicas programadas para determinado tipo de coreografia pré-montada? Claro que não vou entrar nos méritos de gosto ou preferências pessoais, mas é claro que existem inúmeras diferenças entre todos os ritmos e aquela frase: “Pra mim é tudo igual”, só expressa a falta de interesse em conhecer melhor determinado ritmo e suas variáveis, coisa que tento evitar por mais que tal ritmo não venha a me agradar.

Pois bem, a cada dia que passa percebo as inúmeras variações dos Tuntz... Tuntz... por ai, o suficiente para notar que já existem vários experts no assunto, os pseudo-intelectuais do eletrônico, ou seja, pessoas que se baseiam em suas preferências pessoais para julgar o que é bom ou o que não presta, baseado em nada mais que sua opinião própria. Por que estou falando isso? Deixe-me tentar explicar.

Em meu ultimo post, publiquei uma reportagem feita por mim há alguns meses atrás, onde relato minhas percepções, e experiências sobre festas de música eletrônica, tudo sob o meu ponto de vista, quero deixar bem claro que é sobre o MEU ponto de vista, sem querer generalizar. Onde abordei entre outras coisas as drogas, o público, a estrutura e superficialmente a música.
Na véspera de todas as festas, costumo entrar em comunidades dos eventos nos sites de relacionamento, a fim de obter mais informações sobre a festa, bem como ler os comentários e expectativas dos demais participantes com relação ao evento. É impressionante como as pessoas gostam de reclamar, percebe-se claramente que existem várias vertentes na música eletrônica, haja visto, que cerca de 15 djs são responsáveis por animar a galera em toda grande festa, o que prova a diversidade de estilos, porém o que o pessoal mais gosta de fazer é reclamar da ausência de tal Dj ou da presença de um outro, mais uma vez, cada um fazendo as colocações e reclamações baseados em suas preferências pessoais.

Bem, como comentei no post anterior, esta semana aconteceu outro grande evento de música eletrônica em BH, o Chemical Music Fest, evento que contava com duas tendas distintas, uma destinada ao electro, tecnho e minimal, com atrações como Tim Healey e Ferry Costen e a outra tenda ao trance progressivo e psy-trance, tendo entre outras atrações Astrix e Skazi.
Como sempre a festa contou com uma boa estrutura, vários banheiros, enfermaria, praça de alimentação, porém mais uma vez o bolso pesou. Pense comigo, 50 reais de ingresso, 15 reais de estacionamento, 3 reais por uma água, 4 reais pela cerveja. Então? Com qual freqüência da pra encarar uma festa dessa? Realmente é bastante puxado, o que reforça o estigma de festa para playboys e patricinhas, mas enfim, somente mais um rótulo que não serve pra nada. Por fim, destaque para apresentação do Dj Skazi, criticado pela grande maioria por ter se popularizado demais, teve uma apresentação concisa e pôs a galera pra dançar, bem como áudio x e astrix, percepções pessoais minhas? Acho que sim, porém prefiro me limitar em comentar o que gostei á criticar o que não me agradou, mesmo por que não sou nenhum pseudo-intelectual do trance, ehehehe.

E as drogas? Como sempre estavam lá, porém pessoas que nunca tinham ido a festas desse tipo e que não usam nenhum tipo de droga também estavam lá marcando presença e os relatos foram os mais positivos possíveis, e então? São as festas de música eletrônica, alvo de preconceito de pessoas que falam sem conhecer? Acho que sim. E você? Que tal experimentar essa “droga” de ficar careta? Acho que você vai gostar.. Abraços....

Dica de Som: Astrix – Sex Style.

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