quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Policia Pop

“Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”, assim começa a música “Polícia” dos Titãs, hit do rock nacional que fez bastante sucesso durante a década de 80. Hoje em dia a polícia que já foi cantada, agora canta, e além de cantar possui até representante, o primeiro super-herói brasileiro, Capitão Nascimento. A policia ficou Pop? Será?

Ok. Imaginemos o Brasil sem polícia........................
Estou tentando e pra falar a verdade nem consigo imaginar, pois direta ou indiretamente, somos sempre dependentes desta que é a uma das instituições públicas mais respeitadas de nosso país e que exatamente pelo fato de ser uma instituição pública possui diversos problemas. Todos nós sabemos, que nossos policiais são sub-valorizados e mal remunerados para em determinados momentos arriscarem suas próprias vidas em prol de seu trabalho. Tal descaso por parte de nossos governantes faz com que policiais insatisfeitos com sua renda, procurem novas alternativas para completar o orçamento familiar, os honestos, fazem bicos como seguranças em restaurantes, casas noturnas, etc... Encarando jornadas de trabalho desumanas, afetando diretamente sua produtividade como policial. E também existem os desonestos, gostaria de pensar que fossem poucos, que trilham o caminho da corrupção, esquemas ilícitos, arregos, abuso de autoridade, entre outras coisas que aliadas ao despreparo técnico, tático e psicológico de algumas corporações, logo nos remetem a música dos Titãs novamente.



“Tropa de Elite”, filme de José Padilha de 2007, tem como tema o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o filme abriu uma série de discussões em todo Brasil, temas como a ineficácia do sistema policial e penal, corrupção, tráfico e tortura, foram exaustivamente debatidos em todos os meios de comunicação, o que por um lado denegriu a imagem de algumas corporações, exaltou a atuação de outras, criando uma auto-estima até então inexistente por parte da polícia, o que ocasionou no nascimento do primeiro super-herói brasileiro, o exterminador de bandidos, o caveira, o chefe dos farda preta, o temível Capitão Nascimento, vide vídeo abaixo:



Ahahahahahahaha, não resisti.

O filme “Tropa de Elite” também levantou uma outra questão, a polícia quer se equiparar aos bandidos. Como? Se eles ganham dinheiro com o tráfico, também ganharemos, se eles são violentos, seremos violentos, se eles torturam, nós torturamos, e o processo de popularização (Pop) da polícia se potencializa ai. Se eles têm filme (Cidade de Deus), também teremos, você acha que as produções cinematográficas acabaram com Tropa de Elite? Errado, vem ai Rota Comando – O filme, com previsão de lançamento para o início do ano que vem, “Rota Comando” vai retratar um pouco da história das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, baseado no livro “Matar ou Morrer” do Capitão Conte Lopes, que hoje é deputado. Informações constam de que mais da metade do batalhão da PM não é a favor do filme, o alto comando da ROTA tem acompanhado de perto as gravações, portanto tenho minhas dúvidas se o filme irá gerar grandes polêmicas, ou servirá apenas como uma espécie de vídeo institucional da Tropa de Elite de São Paulo. O baixo orçamento para a produção gira em torno de R$ 500 mil reais (tropa de Elite custou R$ 10,5 milhões) e o elenco de cerca de 150 pessoas não conta com nenhum ator famoso.

Já não é de hoje que as periferias das grandes cidades encontraram na música a principal forma de se expressarem e denunciarem abusos que acontecem em suas comunidades, abusos estes, muitas vezes cometidos pelos próprios policias. Porém nem só em tom de denúncia vêm as músicas da periferia, bandidos também cantam.



E dando continuidade ao processo de popularização da polícia, se bandido canta, a polícia também canta.



A tentativa de mudança da imagem da polícia é totalmente válida em minha opinião, desde que ela seja feita de forma responsável e sensata. Após o grande sucesso de Tropa de elite, a cabeça dos homens do BOPE valia ouro nos morros do Rio de Janeiro. Ultimamente vídeos de diferentes corporações têm pipocado na internet, cada um expondo o que suas corporações têm de melhor, policiais exibindo seu armamento, expondo suas táticas e até mesmo gravando suas incursões por guetos e morros, uma exposição ao meu ver desnecessária, pois a sociedade precisa de policiais sérios, eficientes e honestos e não atores de cinema. Veja vídeo:



Qual será o intuito desta super exposição? Botar medo em bandido? Encher a sociedade de orgulho? Nossa polícia deveria se equivaler a um árbitro de futebol, onde sua discrição é diretamente proporcional à qualidade do seu trabalho. Enfim, como brasileiro, tenho a obrigação de acreditar na policia de meu país, tenho especial respeito pela PMMG, onde a cada dia percebo o bom trabalho executado nas ruas de Belo Horizonte, por homens cada vez mais bem preparados e sérios e isso eu percebo no dia a dia e não através de RAP de policiais ou vídeos do BOPE, ROTA, ROTAM ou afins.
E você? Confia na nossa policia? Ou acha que como policiais eles são ótimos atores? Saudações a todos. PAZ.

Dica de livro: Rota 66 – Caco Barcellos.


“Se você é esperto então corre ladrão, chegou o tático móvel pra te mandar pra prisão”

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Ditadura da beleza

O que caracteriza uma pessoa como bela? Corpo esguio, olhos e cabelos claros, pele sedosa, cabelos esvoaçantes? Ou seria uma pele escura, olhos negros, cabelo crespo e pernas e braços rijos? Ou quem sabe, uma pessoa inteligente, sábia, sensata e de bom humor? Bom, já deu para perceber que são inúmeras as belezas existentes, mas será que beleza põe mesa?

Ditadura é o regime autoritário que está na mão de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, que exercem poderes de maneira absoluta sobre o povo. Quem seria o maior vilão da tal ditadura da beleza então? A mídia? Provavelmente sim, a mídia estipula padrões estéticos pois tem a necessidade de segmentar a sociedade, para a partir dai produzir bens de consumo específicos para cada grupo, facilitando a produção burguesa e gerando mais lucros. Hum, que papo mais revolucionário, definitivamente não é o rumo que quero tomar neste post, porém uma coisa é clara, padrões estéticos sempre existiram e provavelmente nunca deixarão de existir e o tempo é o único capaz de causar grandes transformações, veja o exemplo abaixo:



Com certeza alguns quilinhos a mais eram valorizados no passado, definitivamente o que era bonito antigamente não é o mais bonito hoje, e o que é bonito hoje não será o mais bonito no futuro. Faça um teste, vá até uma banca de revista e observe as inúmeras capas de revistas espalhadas pela banca, Top-models, atores e atrizes, celebridades que são referência de beleza, moda e comportamento, padrões inatingíveis para a maioria da população que enxergam nesses ícones o ponto onde querem chegar. Resultado: Garotas anoréxicas em busca do corpo perfeito, ou da magreza perfeita, garotos anabolizados em busca dos músculos perfeitos e senhoras de idade em busca da juventude eterna. O quão as pessoas estão dispostas a maltratar seu próprio corpo em busca de uma beleza inexistente?

Bom, eu acredito que a beleza está dentro de cada um, ou seja, cada um de nós é bonito pelo simples fato de ser único, ninguém possui as mesmas características das quais eu possuo e isso me torna belo. Ok, isso é papo pra boi dormir você deve estar pensando, deixe-me tentar expressar melhor. A vaidade é muito importante, seja para homens ou mulheres, haja visto o crescimento do mercado estético em todo país, clínicas de estética, massagens, produtos de beleza entre outros, são procurados cada vez mais por pessoas que querem uma aparência melhor, a indústria da beleza esta diretamente ligada à indústria do bem estar, o que é louvável, pois estão percebendo que saúde é sinônimo de beleza.

Então estar saudável, praticar esportes, dormir cedo, alimentar-se bem é garantia de beleza? Não, mas já é um bom começo. Quando digo que a beleza está dentro de cada um, não quero dizer que você necessariamente deve estar satisfeito com sua aparência, mas sim que você pode procurar alternativas que façam com que você se sinta melhor com o que você tem, ou seja, procurar alternativas para que você se sinta bonito, não em comparação ao artista da TV, mas com você mesmo. Exemplo: Dizem por ai que é dos carecas que elas gostam mais, pode até ser verdade, mas te garanto que nenhum homem gosta da tal careca, portanto por que não fazer algo a respeito? Se isso te fará sentir melhor, te trará confiança, por que não? Pare uma garota na rua, por mais que ela esteja em forma, pergunte se ela está satisfeita com seu corpo, ela com certeza lhe dirá que precisa perder pelo menos uns 2 kg, tudo bem, se ela se sentir melhor com 2 kg a menos, tem mais é que correr atrás mesmo, só não precisa perder 10 kg pra ficar parecida com um vara pau.

Finalizando, beleza é um conjunto de características individuais de cada um, que começa pela aparência e termina na forma com que a pessoa se expressa, ou ninguém nunca topou com a famosa “loira” burra por ai? Linda por fora e vazia por dentro. Portanto, acho que todos nós devemos procurar o que nos deixa feliz, correr atrás do que nos faça sentir bem, porém acima de tudo devemos valorizar quem somos, ter amor próprio, pois se não nos amarmos, quem o fará? Bonito isso né... E você, está feliz com o que Deus lhe deu? Acha mais belo um corpo bonito ou uma cabeça pensante? Como dizem por ai, beleza não põe mesa, mas abre o apetite.

Abraço a todos,

Dica de filme: Antes de partir (Morgan Freeman e Jack Nicholson)

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Geração Vídeo Game

Atari, MSX, Phantom System, Master System, Nintendo, Mega Drive, Super Nintendo, 3DO, Saturno, Playstation 1, 2, 3 e portátil, Xbox, Wii e PC. Ufa, se você assim com eu, faz parte de uma geração que acompanhou a evolução dos vídeo games e também suas rápidas transformações tecnológicas e mutações ao passar dos anos, que tal bater um papo sobre?

Tenho que admitir, vídeo games já foram os culpados por noites sem dormir, má alimentação, péssimas notas na escola, broncas da mãe e da namorada. Tudo isso devido há horas e horas em frente à TV ou monitor, mas eram por boas razões, afinal, passar para a próxima fase, “zerar” esse ou aquele jogo, ganhar um campeonato, vencer uma guerra ou até mesmo conquistar o mundo, são motivos mais do que suficiente, você não acha?

Muitos criticam vídeo games, pois pessoas que gostam dos jogos tendem a se fechar em seu “mundo” imaginário, várias horas em frente à TV ou monitor podem causar algum tipo de problema na vista (nada comprovado), ou a pessoa se torna menos sociável (o que é possível) ou até mesmo deixa de executar atividades de sua vida normal em prol dos joguinhos (fato comum). Mas deve existir algum tipo de benefício nisso, certo? Como fã de vídeo-game, elucidarei meus pontos de vista com relação a esse assunto e você tire suas próprias conclusões.

Fui introduzido a este novo mundo, por volta dos 7 anos de idade, o primeiro console do universo dos games, me foi apresentado por um tio, que tinha o aparelho em casa. Para minha sorte o console sempre dava defeito e meu pai como técnico em eletrônica, era sempre o escolhido para conserta-lo, “maravilha” eu logo pensava, isso significaria que meu pai levaria cerca de 3 dias para consertar a máquina e que a mesma ficaria lá em casa por pelo menos um mês. Jogos como Pitifall, Enduro, River Raid, Heroes, Pac-Man, eram diversão não só para a garotada, mas para toda família, até mesmo minha mãe participava de alguns duelos.

A partir dessa época os games começaram a se incorporar nas brincadeiras infantis e passaram a dividir espaço com as peladinhas na rua, soltar pipa, esconde-esconde, entre outras. Ter o vídeo game da última geração era sinal de poder entre os coleguinhas da rua, semelhante ao ser o “dono da bola”, fato responsável por semear a discórdia e a disputa precoce entre a mulecada. Rs. Menos né!!!

Recentemente uma agência de publicidade da Inglaterra lançou uma campanha institucional do Atari, a fim de reforçar sua importância histórica, conforme foto abaixo:















Achei uma excelente sacada, Clique aqui para ver mais peças da campanha e saber mais detalhes.



Depois da introdução a este novo e promissor universo apresentado pelo Atari, uma série de novas gerações de consoles eram lançados ao longo dos anos, o Phatom System foi minha primeira aquisição, presente dos meus pais, ele foi o primeiro console brasileiro, clone do Nintendo e lançado pela Gradiente no final dos anos 80. Caça Fantasmas, Predador, Ninja Gaiden e diversos outros títulos eram responsáveis pela minha alegria. Porém algum tempo depois, o posto de vídeo game da vez passou a ser ocupado pelo Master System e meu “reinado” como o dono do aparelho de última geração chegava ao fim, posição rapidamente ocupada pelos meus vizinhos que ganharam um Master System de presente, ora bolas, o jeito agora era ser bonzinho com eles para poder disputar algumas partidas de Black Belt, Double Dragon e jogos de verão. Bons tempos.




Como deu pra perceber a evolução dos vídeo games seguem uma ordem cronológica e paralela ao meu crescimento, passando pela minha infância, juventude e chegando até a fase adulta, tenho certeza que essa evolução também acompanhou milhões de garotos e até mesmo garotas de minha geração. Muitas fitas, cartuchos, Cd´s, DVD´s e até Blue Ray´s depois, a indústria dos games tomou proporções gigantescas, para se ter uma idéia, nos 5 primeiros meses de 2007 foram vendidos 5 bilhões de dólares em equipamentos e vídeo games somente nos EUA, uma alta de 47% com relação ao mesmo período de 2006, segundo pesquisas do instituto NPD.

Hoje em dia, filmes de Hollywood fatalmente têm suas versões em games, bandas e artistas gravam trilhas exclusivamente para jogos, empresas investem em publicidade para o segmento, personagens como os Mário Brothers, Sonic e Alex kid têm mais popularidade que vários atores por ai. Existem premiações semelhantes ao Oscar, dedicadas à comunidade de artistas e desenvolvedores de produtos relacionados com o entretenimento interativo. Existem até orquestras destinadas a tocar apenas temas de jogos famosos, cujas apresentações têm seus ingressos disputados a tapas. Além é claro de diversas feiras especializadas ao redor do mundo, realmente as proporções dessa indústria são bem elásticas.

Antigamente vídeo game era coisa de criança, os temas dos jogos eram geralmente voltados para o público infantil e pré-adolescente, porém essa geração cresceu junto aos games e a indústria acompanhou o amadurecimento do seu público. Jogos destinados ao público infantil são minoria hoje em dia, temas bem elaborados, acompanhados de enredos envolventes e detalhes gráficos de alta qualidade têm como público alvo os adultos, é comum cenas de filhos chorando pois o pai não quer deixa-los jogar, rs. Acredito até que em algumas casas existam um vídeo game para o pai e outro para o filho.

Particularmente confesso que não consegui acompanhar essa evolução, a falta de tempo aliada à crescente complexidade de tarefas a serem executadas nos jogos fez com que eu perdesse um pouco a paciência, afinal, decorar os comandos de cerca de 9 botões( no começo era só um), junto com combinações do direcional e ainda diversos mistérios a serem solucionados dentro dos jogos fizeram com que a freqüência com que eu me arriscasse com um controle na mão fosse diminuindo substancialmente.

Mas para a minha alegria, nem tudo estava perdido, eis que surge o culpado por boas horas em frente à TV e duelos intermináveis, além de alguns trocados perdidos em apostas, senhoras e senhores, apresento-lhes:



Levante a mão quem não gosta de Winning Eleven. Claro que existem pessoas que não gostam do jogo, porém este simulador de futebol possui milhares de fãs ao redor do mundo e eu, é claro, faço parte dessa nação. Mas nem tudo é perfeito! Devido a batalhas intermináveis, gritos estridentes e horas de aplicação técnica e tática, o Winning Eleven foi criando uma série de inimigos na mesma proporção em que agregava mais adeptos, vilão principal dessa história? Garotas denominadas “namoradas”, isso mesmo, tanto tempo perdido na frente da TV, fazia com que nós homens preocupados em vencer o nosso rival, provar nossa masculinidade através de nossa habilidade com o controle, esquecêssemos do cineminha, do jantar, do bate papo, enfim, da tão cobrada “atenção” para com a “classe” das namoradas, que resolveram se organizar para acabar com nosso tão inofensivo hobby. Se você procurar no Orkut, irá encontrar várias comunidades onde garotas trocam experiências e relatam casos de seus namorados “viciados”, Clique aqui e confira uma reportagem sobre o assunto.

Aproveitando um nicho de mercado diferente e apostando na interação ao invés da extrema preocupação com a qualidade gráfica, a Nintendo vem causando um reboliço no mercado ao lançar o console Wii. Essa nova plataforma aposta em jogos multiplayer, ou seja, para várias pessoas, seu controle capta os movimentos que o jogador faz ao movê-lo, funcionando como uma espécie de "mouse aéreo", proporcionando grande mobilidade, o console trouxe de volta um público que estava afastado do mundo dos games e vem ganhando novos adeptos progressivamente, o Wii é lider de vendas atualmente, estando à frente do Xbox/360 e do Playstation 3, confira você mesmo se é ou não é garantia de diversão.



Uau, acho que acabei me empolgando, acredito que ninguém vai ter saco de ler este post até aqui, e eu ainda nem dei minha opinião sobre a violência presente nos jogos e as incessantes tentativas de proibições dos mesmos por parte de nossas autoridades, acho que vai ter que ficar pra próxima. De qualquer maneira, para finalizar e conforme prometido a alguns muitos parágrafos atrás, acredito sim que o vídeo game tem suas vantagens. Ao jogar vídeo game o jogador desenvolve sua capacidade de concentração, seu raciocínio lógico, têm um contato direto com a língua inglesa, o que aumenta o vocabulário bem como ajuda no entendimento de palavras e até frases em inglês, exercita os músculos dos dedos (vi isso em um programa da Xuxa a anos atrás) e principalmente, serve como válvula de escape para o stress.

E você? O que pensa com relação aos vídeo games? Gosta? Não gosta? Joga? Não joga? Tem alguma história pra contar? Põe na roda. Que tal uma partidinha de Winning Eleven? Qualquer coisa estou a disposição.

Abraço a todos.

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

O rock não morreu, será?

Há quanto tempo não surge uma nova banda , capaz de te empolgar, fazê-lo escutar as músicas incessantemente, decorar as letras e murmurar os riffs? Se você assim como eu anda carente de novidades, eis a nossa esperança: Los Gaúchos de Acero.






Pode parecer brincadeira, mas apesar de precoce, Los Gaúchos de Acero, surgem como uma provável aposta para sacudir o cenário do rock pesado para o futuro. Formado pelo trio de irmãos Emilio, 15, Agustín, 11 e Martín, 10, os garotos da província de Salta, cidade do norte da Argentina, localizada a 1600 km de Buenos Aires são um bom exemplo de como a internet realmente rompe fronteiras e da voz a pessoas nos lugares mais remotos do mundo.

Tudo começou quando eles resolveram filmar algumas mini jams sem nenhum tipo de recurso, no próprio quarto e com apenas uma guitarra e uma bateria, o baixo seria emprestado por um amigo algum tempo depois. Resolveram então disponibilizar o material através do Youtube, o resultado? Vídeos hilários, que mostram garotos extremamente jovens, que apesar da pouca técnica, demonstram muita pegada e transparecem grande paixão pela música além é claro de se divertirem com isso. Está curioso? Dê uma olhada no primeiro vídeo deles tocando Refuse Resist, música do Sepultura, banda que é a responsável pela introdução dos Gaúchos ao heavy metal.





Confessa, é ou não engraçado? Mais lado B impossível. Vendo-os tocar assim, lembro-me de uma entrevista do Rodolfo (ex-Raimundos) na Mtv há alguns anos atrás, onde perguntaram qual era a opinião dele com relação aos Mamonas Assassinas, banda que estava estourada na época. Ele respondeu que apesar de não gostar do som do Mamonas, eles serviam de inspiração para a mulecada ter vontade de pegar uma guitarra e fazer rock ´n roll, ao invés de optarem por um cavaquinho ou pandeiro para tocar pagode, gênero que nos assombrava naquele tempo. É exatamente isso o que esses garotos fazem, porém ao invés de terem Mamonas Assassinas como inspiração, os Gaúchos têm como referência bandas como Iron maiden, Metállica, Judas Priest, Sepultura entre outros monstros do heavy metal mundial.

Após disponibilizarem os vídeos na internet o improvável aconteceu, uma avalanche de acessos de pessoas de todo o mundo, fazendo com que Los Gaúchos figurassem entre os vídeos mais assistidos, atingindo mais de 4 milhões de acessos.

Continua achando que é brincadeira? Los Gaúchos de Acero ganharam destaque na mídia, com matérias publicadas nos maiores jornais da Argentina como o Diário Clarin e o Diário de La Nación, foram notícia em diversos sites de todo o mundo, além de aparições em programas da TV local. Gravadoras já manifestaram interesse em contratar os prodígios do metal, que agora estão se dedicando em escrever composições próprias para gravarem um álbum em breve. Eles atraíram atenção até mesmo do governo Argentino que lhes forneceu equipamentos musicais. Andréas Kisser, guitarrista do Sepultura, tomou conhecimento da banda, através da internet e manifestou interesse em conhecer pessoalmente os meninos de Salta. Dê uma olhada na evolução que tiveram com apenas 6 meses de banda, em uma apresentação no Cosquin Rock 2007, um dos mais tradicionais festivais da Argentina com público total de cerca de 20 mil pessoas em três dias de festa.





Pois bem amigos, existe sim esperança e realmente o rock não está morto, diferente de outros gêneros musicais, o rock tem uma capacidade enorme de se reinventar, a paixão pela música é o que move milhares de jovens de todo o mundo. Los Gaúchos de Acero ainda têm um grande caminho pela frente, mas eu acredito que o talento deles pode sim ser lapidado e quem sabe assim surja uma grata surpresa.

E você? Acredita que Los Gaúchos de Acero têm futuro? Ou são somente alguns garotos desocupados que não têm nada pra fazer no inóspito interior da Argentina?

Abraço a todos.

Dica de Som: Metállica – Master of Puppets

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Pega o Bonde!!!

“Na vida, nada se cria, tudo se copia” ou “na música, o que não se copia, se mistura”, então o que acontece se “misturar, copiar e escrachar”, resultado? Bonde do rolê.
Se você ainda não conhece, assista ao vídeo abaixo, de uma apresentação do grupo em um canal de TV do Reino Unido e tire suas próprias conclusões.




E então? O que achou? Você há de convir que é no mínimo diferente, então antes de entrarmos na discussão sobre o Bonde do rolê, que tal discutir a música em âmbito geral primeiro.

Eu sou uma pessoa que enxerga novidades com muito bons olhos, acredito sim que novas tecnologias podem contribuir para o processo criativo das pessoas, o que gera novas ferramentas e consequentemente novas possibilidades de criação. Antigamente bandas tinham entre seus músicos apenas um guitarrista, um baixista e um baterista, o “power trio”, hoje em dia a presença de um DJ é tão comum, que podemos dizer existir a “power quadra”, isso quando um DJ sozinho não é responsável pela sonoridade inteira de uma banda.

Fazem parte dessa evolução as diversas nuances rítmicas que aparecem e crescem com o passar do tempo, novos ritmos e sons são gerados a partir de aparatos técnológicos ou através da junção e mistura de ritmos e tendências.
Exemplos: Metal + Rap = New Metal, Rap + Pop = Hip Hop, Hip Hop + Samba = Marcelo D2, Rock + Trance = Infected Mushroom, Hardcore + Forró = Raimundos, Forró + Música brega = Calypso, Funk + Putaria = Mc Serginho, a lista é enorme e os exemplos intermináveis, até chegarmos à mistura inédita até então de Funk + Rock = Bonde do rolê.

O Bonde do rolê começou como um trio cutitibano de 2 Dj´s e uma vocalista, fazendo uma mistura de samplers de rock e batidas típicas do funk carioca, com letras despojadas e politicamente incorretas. O grupo que foi criado em meados de 2005 alcançou notoriedade através do Myspace, obtendo reconhecimento fora do país e fazendo turnês por toda a Europa, Estados Unidos e Canadá. Dizem por ai que o Bonde do rolê é a vingança brasileira, pois depois de importar tanto lixo cultural vindo desses países, chegou a nossa vez de exportar nosso “lixo” para eles. Porém como toda banda de ascensão rápida, os problemas e o relacionamento desgastado entre os componentes causaram um racha no grupo, fazendo com que a vocalista Marina abandonasse o Bonde, cargo que foi logo ocupado por duas novas vocalistas escolhidas em um programa da MTV Brasil.

Por que você escuta música? Em minha opinião, música não necessariamente precisa ter cunho político, ou gerar reflexão, música tem que divertir, nos fazer sorrir e dançar, e como não sorrir ao ouvir “as potrancas salafrárias esbanjando saúde”, uma das muitas celebres frases cantadas aos berros pela turma do Bonde. Realmente nunca pensei que riffs de Alice in Chains combinariam tanto com o batidão carioca em “Melo do tabaco”, ou que a “Dança do zumbi” é uma crítica velada e bem humorada da juventude inconseqüente de nosso país.

Finalizando, O Bonde do rolê é uma piada musical, capaz de nos divertir e provar mais uma vez que com um toque de criatividade e competência, misturas e cópias podem ganhar uma nova roupagem e conquistar fãs mundo afora, se terão vida longa? Provavelmente não, a não ser que descubram novas formas de contarem as mesmas piadas.

E você? Acredita que novidades estão diretamente ligadas á misturas? Ou ainda é possível produzir e criar coisas totalmente novas? Abraço a todos.

Dica de som: Bonde do rolê – With lasers.

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terça-feira, 25 de março de 2008

100 anos de paixão

25 de março de 2008, no dia de hoje o Clube Atlético Mineiro, completa 100 anos de vida, história que se confunde com o crescimento de Belo Horizonte, time de tradição, primeiro Campeão Brasileiro da história, time que mais vezes levantou a taça de Campeão Mineiro, agremiação com milhões de torcedores espalhados Brasil afora, torcida apaixonada, reconhecida por toda o país como uma das mais vibrantes e apaixonadas. São poucos os times, agremiações, clubes, empresas ou marcas, que chegam aos 100 anos de história com uma base tão sólida de fiéis seguidores e que mesmo diante das dificuldades (não são poucas) vestem com fervor o manto alvinegro e enchem o peito pra gritar GALO!!!



Confesso que apesar de ser um torcedor apaixonado pelo Galo, fiquei surpreso com o fanatismo da torcida, Belo Horizonte acordou com um ar diferente, muitos viraram a noite comemorando a expressiva data. Diversos bares, alguns pontos tradicionais da capital e a sede do Atlético foram tomados por uma multidão preto e branca que não tinha o menor pudor de demonstrar seu carinho pelo Clube, segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de três mil pessoas passaram a noite em frente a sede em Lourdes, isso por que era uma segunda-feira hein!!! Será que ninguém trabalha?

Também me impressionou o espaço dedicado ao Galo em todos os meios de comunicação do Brasil, o programa “Bem amigos” apresentado por Galvão Bueno, no canal Sportv, teve a presença de Èder Aleixo (o bomba), um dos grandes ídolos da história centenária, o Esporte Espetacular de domingo, da TV Globo, exibiu uma reportagem especial sobre os 100 anos do Clube, às 7 horas da manhã de hoje, o Bom dia Brasil, noticiava como tinha sido a festa madrugada a dentro da torcida Atleticana em Belo Horizonte, portais da internet como a globo.com e o Terra exibiam em suas páginas principais reportagens especiais sobre o centenário, a rádio Itatiaia acompanhou todas as comemorações (missa, homenagem aos fundadores, entre outros) de perto, jornais impressos como Estado de Minas, Super e Hoje em Dia, destacam em encartes especiais a grandiosidade do Clube Atlético Mineiro, sem contar as homenagens já esperadas dos programas diários de TV, Globo Esporte e Alterosa Esporte.

No meu translado de casa para o trabalho, contei exatamente 11 pessoas com a camisa Atleticana na rua, e olha que eu moro a apenas 7 minutos de carro do meu serviço, não vejo a hora de ir embora pra casa e poder vestir a minha também, toda essa paixão é realmente contagiante e é impossível passar despercebido.

Lembro-me quando criança, acompanhar jogos do Atlético via TV ou rádio eram um programa certo nas noites de quarta-feira e nas tardes de domingo, os gritos de Galo pela janela a cada gol marcado eram impossíveis de ser evitado, mesmo quando vizinhos reclamavam da bagunça já tarde da noite, porém era algo que vinha de dentro, não dava pra evitar, eu tinha que colocar aquela alegria pra fora e melhor ainda era escutar diversos outros gritos que ecoavam de outras janelas, pessoas que assim como eu, não agüentavam guardar aquele sentimento para elas e tinham que se expressar de alguma forma.

Em nosso país, com todas as dificuldades, violência, falta de respeito com o cidadão, entre tantos outros problemas, o futebol acaba se tornando a válvula de escape mais popular, ainda bem que essa válvula existe pra suprir nossas carências, senão estaríamos perdidos.

Enfim, não pude deixar essa data passar despercebida e reservei alguns minutos para fazer essa singela homenagem ao meu time de coração. Todos os contratempos de torcer pelo Atlético, só nos fazem torcedores cada vez mais apaixonados.
Só me resta agradecer a Dadá Maravilha, Luisinho, João Leite, Éder Aleixo, Toninho Cerezo, Paulo Isidoro, Procópio Cardoso, Reinaldo, Guilherme, Marques, Telê Santana (o mestre), entre outros, por tornarem esse time grandioso, mas o mérito maior é da grande massa Atleticana, por tornar esse time apaixonante e como dizia Roberto Drummod "Que me perdoem os que possuem só títulos, claro que são importantes, mas nós temos uma paixão".



Viva o Galo, viva a torcida Atleticana, parabéns Clube Atlético Mineiro pelos 100 anos de glória. GALO!!!!!!!!!!!!!

Dica de som: Hino do Clube Atlético Mineiro.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Eu, tu, eles S/A

Qual seu relacionamento com novas tecnologias? Quais meios você utiliza para encontrar novidades? Qual sua maior fonte de informação? Você imagina sua vida sem internet daqui pra frente? Pois é, eu também não. Quem diria que os nerds de ontem iriam estar em tal posição de destaque nos dias de hoje, haja visto um dos homens mais ricos do mundo, quem nunca ouviu falar de Bill Gates!!!

O que quero abordar neste post não é o impacto geral dessas novas tecnologias em nossas vidas, mesmo por que eu gastaria dias pra escrever o que penso, mas gostaria que você refletisse comigo, a maneira como lidamos com o fluxo de informações que recebemos todos os dias, com a convergência de todas as mídias, não seria isso, muito para nossa cabeça?
“Nossa tecnologia passou á frente de nosso entendimento, e a nossa inteligência se desenvolveu mais do que nossa sabedoria”, escreveu, Roger Revelle, um dos primeiros cientistas a investigar o aquecimento global. O que será que este cientista quis dizer com essa afirmativa? Será que estamos criando monstros? Será que estamos criando mecanismos de propagação de informação que nós mesmos seremos incapazes de controlá-los no futuro? Realmente não duvido que isso possa vir a acontecer.

Então nos vemos diante de duas situações, iremos nós correr atrás de constantes atualizações, afim de não perder o bonde da tecnologia e conseguirmos posição confortável profissionalmente ou será que esse “boom” da informação ficará saturado e a moda será voltar as origens? Quantas perguntas hein! E ninguém tem as respostas, pelo menos não por enquanto.
Uma coisa é notória, o avanço da tecnologia e a disseminação das informações, tornam as pessoas mais críticas e consequentemente mais empreendedoras, pense comigo que um garoto de 16 anos, que goste de um assunto em específico e que através desse assunto ele crie uma rede de interessados pelo mesmo tema, que este networking possa tomar proporções cada vez maiores, que este garoto passe a disponibilizar algum tipo de serviço ou produto relacionado a este assunto, resumindo, temos ai um novo empreendedor, capaz de gerar receita sem sequer sair de casa.

Esta semana li um artigo que saiu no “visão do empreendedor” do Sebrae/RJ, cujo o título era “As empresas Brasileiras no ano de 2050”, e dentre os vários argumentos do autor estão o de que o ensino, passará a estimular o espírito empreendedor e não a preparação para o emprego qualificado, ou seja, vamos todos produzir e não simplesmente aprender um ofício e com a burocracia e legislação simplificados a tendência é que tenhamos dezenas de milhões de empresas unipessoais e quase todas virtuais. Caramba, você já parou pra pensar nisso? Acha que este será realmente o rumo que as coisas irão tomar daqui pra frente? Um exemplo. Lembra das grandes e poderosas corporações musicais, as chamadas “gravadoras”? Pois é, Universal, Warner entre tantas outras, estão com os dias contados, pelo menos no segmento musical, sabe por que? Hoje em dia cada banda é sua própria empresa e o suporte de promoção, divulgação e produção fornecido pelas gravadoras não mais se faz necessário, cada artista é capaz de gerir, sustentar e divulgar seu próprio trabalho, fazendo um paralelo com um jargão que ouvi uma vez, “Cada um é seu país”, hoje podemos dizer que “Cada um é sua empresa”, ou seja, cada um é capaz de escolher como, com quem, onde e com qual finalidade vai se relacionar com o mundo exterior, fazendo com que essa relação seja lucrativa em termos financeiros ou não, ferramentas é que não faltam pra isso. Enfim, que tal finalizar com perguntas? Rs. Que tipo de empresa é você, você tem algum conteúdo, produto ou serviço capaz de se auto-gerir? Que tal montar uma linha de produção de idéias, ahahaha.

Abraço a todos.

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